A eutanásia


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A eutanásia é uma forma de terminar com a vida de um doente em fase terminal ou num estado de saúde muito delicado, acabando com o seu sofrimento de uma forma controlada e assistida por um especialista.
 Sou a favor da eutanásia, pois esta é uma maneira de evitar o sofrimento e a dor das pessoas que, devido às doenças congênitas, não tenham qualidade de vida. A decisão de recorrer ou não à eutanásia é tomada pelo paciente, podendo preferir ter uma morte mais suave e menos dolorosa, em vez de ter uma morte lenta e de sofrimento. A eutanásia é um pretexto para se lidar mais humanamente com o problema de sofrimento prolongado. É mais humano praticá-la do que forçar o doente a viver uma vida de sofrimento insuportável.
Mas existem também muitas objeções à prática da eutanásia, tanto a nível religioso, ético como político.
Do ponto de vista religioso, essas constatações vêm do facto de verem a eutanásia como uma negação ao direito à vida humana. Na perspetiva da ética médica, tendo em atenção o juramento de Hipócrates, a eutanásia é considerada homicídio. Sendo assim, os médicos têm de assistir os pacientes, dando-lhes todos os meios para a sua sobrevivência. Outro dos argumentos contra centram-se na parte legal, uma vez que o Código Penal atual não especifica o crime da eutanásia, condenando qualquer ato que ponha fim a uma vida.
Contrariando estes argumentos em desfavor da eutanásia, considero que esta poderia ser um direito do paciente, uma vez que a decisão de por fim à vida em situações de extremo sofrimento lhe cabe só a ele, se estiver suficientemente capaz de o fazer.
Concluindo, este tema parece ser muito controverso para a sociedade atual, estando legalizado em poucos países. Posto isto, a eutanásia não apoia nem defende a morte em si, apenas pretende uma morte mais suave e menos dolorosa.

Rafael Flores



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