Desigualdade de género no trabalho


     A desigualdade de género no trabalho é um tema recorrente na atualidade e desde sempre muito presente em Portugal, e continua a ser visível a diferença entre homens e mulheres em relação ao mercado de trabalho.
     No que a salários diz respeito, a evolução é clara nos últimos anos, sendo que em 2015 a diferença fixava-se nos 20%, e hoje em dia já se encontra nos 17%. Além dos piores salários, as mulheres são menos promovidas, têm empregos mais precários e maior risco de pobreza, apesar de entrarem no mundo do trabalho com mais qualificações.
     Para comentar este assunto recolhemos o testemunho de Maria Sá, de 39 anos.
Maria licenciou-se em reabilitação e reinserção social pelo que faz parte do grupo de mulheres portuguesas na sua faixa etária — entre os 25 e os 49 anos — que tem um curso superior (35%). Também se integra no grupo das mulheres com formação superior que têm três ou mais filhos (são menos de 5% em Portugal).
     Ao falar sobre a desigualdade no emprego Maria afirmou:  “No trabalho, nunca senti que não me fosse dado um desafio por ser mulher. Eu própria digo à minha chefia que neste momento não posso assumir cargos de maior responsabilidade, porque tenho de dividir as minhas tarefas entre a casa, os meus filhos e o trabalho”. Reconhece também que, por causa de ser mãe de três filhos, terá “ menor disponibilidade do que os colegas que não têm filhos ou não têm uma vida familiar que lhes exige tanto tempo”.
     Para diminuir estas assimetrias, é necessária a implantação de políticas públicas, tais como: o alargamento das licenças de maternidade; o alargamento e obrigatoriedade das licenças dos pais; a proibição do despedimento de mulheres grávidas ou a proteção contra assédio moral e sexual por parte dos colegas e chefes.
     Segundo estudos do INE, ao ritmo atual, seriam precisos 118 anos para acabar com as desigualdades salariais entre homens e mulheres.
     Concluindo, os Governos precisam de avançar com as medidas referidas para acabar com este problema o mais rapidamente possível.


Pedro Garcia
Rafael Flores

Comentários

  1. E, porque os JOVENS de hoje serão o GOVERNO de amanhã, vamos acreditar num FUTURO MELHOR!

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